Chuck Apple

Como faço para simplesmente esquecer que me esqueci de esquecer aquele que me esqueceu?

Uma história em Star Wars

As tropas avançavam e suas botas produziam um som metálico indo de encontro ao chão da nave. Estávamos a menos de cinco metros dali, escondidos atrás de uma carga de suprimentos para Tatui.

O Império nunca nos perseguiu assim, talvez esse ataque tenha a ver com os rumores de que Luke teve filhos. Sempre soube de Léia e Han, todos sabíamos que seus herdeiros estavam soutos por ai. Mas Luke? Com quem?

Não tive muito tempo para pensar no assunto, as botas metálicas aproximavam pelo lado leste e sul, estavam perto de mais, teria que fazer algo, afinal minha esposa e meu filho sentiam medo. Suas expressões de puro pavor me cortaram o coração e uma ideia fez minha cabeça explodir e logo a coloquei em prática.

Peguei uma de minhas moedas da sorte e joguei bem em frente a caixa onde nos escondíamos e sai correndo passando pelos soldados do Imperio até chegar na cabine de controle onde tranquei a porta e ao virar me deparei com um soldado portando sua arma ao estilo de um verdadeiro soldado do Império. Não pensei duas vezes e atirei nele.

Foi difícil disfarçar o buraco que minha arma produziu em sua armadura, mas consegui a muito custo, então escondi o corpo daquele homem que aos olhos de qualquer um não seria nada além de um simples homem, mas eu sabia a verdade, sabia que era um clone gerado para matar a todo custo.

Sai ao ritmo de um soldado, passei por duas equipes de busca, aparentemente matei um general, pois me perguntavam sobre isto ou aquilo, e a unica coisa em que eu podia pensar era em como tirar minha família deste pesadelo.

Fui até o deposito e encontrei meu filho em pânico, quando me viu quase gritou, mas logo tirei o capacete e sua expressão passou a assumir uma tonalidade de paz e alegria, o que infelizmente não durou muito.

Ele gritou, olhei para trás e a tropa estava ali, olhando para mim, suas armas mirando minha cabeça, olhei para meu filho, beijei-o na testa e virei para encontrar meu destino. Mirei e os tiros foram certeiros em mim.

Masturbação e dor no peito.

Percebi que sempre que estou triste me masturbo, acho que é alguma forma de me prejudicar, me punir. Pode parecer estranho, mas masturbação na minha cabeça é errado. Para alguma pessoa é um prazer, mas imagine que para mim, no final o sentimento é de alguém estava dando marretadas no dedão do pé.

Não sinto prazer em gozar me masturbando, nas realidade, ultimamente nem transando com minha esposa sinto prazer. Me preocupo com ela, com o prazer dela que não dou pois fico dois minutos em cima dela e já acabei. A ejaculação não é precoce, antes fosso, poderia dizer que é doença, mas acho que é minha mente sendo controlada pela minha dor dizendo que não mereço aquele prazer.

Alguém já se sentiu assim? Pronto para cometer suicídio após fazer algo que deveria dar muito prazer normalmente? Sinto-me um lixo as vezes, outras vezes sinto-me apenas algo que deve fazer alguma coisa para que alguém fique feliz. Nunca sou eu.

Só quem já sobreviveu a um suicídio sabe muito bem como é.

Ainda estou aqui.

Sobre você

Um gole de vinho barato, um cigarro e um violão, é tudo que preciso para mostrar quem realmente sou. Não sou aquilo que vocês podem enxergar hoje, pois aquilo que fui partiu, foi embora, deixou-me pois eu abandonei a mim mesmo quando decidi que já não mais iria me ouvir.

Confuso? Talvez esta seja a melhor definição para uma pessoa que teve tudo e nada encontrou, viu o mundo e logo este lhe fugiu pelos dedos.

Alegria? Quero apenas minha mascara de volta e logo começa mais um dia. Pessoas que riem, eu rio. Pessoas que brincam, eu brinco. Pessoas que me esquecem, eu lembro. Lembro e choro, choro copiosamente sobre o meu próprio corpo deitado no chão. Tomo um gole de cerveja e digo a mim mesmo que ali perece um homem que sonhou, amou, viveu e até mesmo tentou, mas o destino lhe veio como uma faca dividindo-o ao meio.

Quer saber de uma coisa? Ainda estou aqui!

Da Poesia ao Lixo do Luxo

De tudo a um pouco existe minha pátria do amor
Salve-me quem puder ajudar alguém que não conhece
Tal é o sentido que tenho do teu love “no sense”
Talvez seja apenas resto de entulho jogado no mato aos cães

Quero mais que exploda o sentimento do amor
Caricatura da realidade imunda, inunda, inumana
Que de vez por outra volta ao cerne da questão
Se tenho eu algo alguém tem o “Por Quê não?”

Venha então ao encontro deste caminho traçado
De mato molhado cheio do encanto não encantado
Na real intenção do desbravamento poético apresento
Algo simples que se traduz em poucas palavras de sentimento

“Como faço para simplesmente esquecer que me esqueci de esquecer aquele que me esqueceu?”

—   Sobre o medo de perder alguém que já foi perdido

Amor Extra

Filho da puta!

O que você disse?

Filho da puta! E surto do caralho!

Por que está fazendo isso? O que aconteceu?

Você me traiu, você fez o que não deveria, agora vou atirar na tua cara!

Que é isso cara? Eu te amo! Você é o unico ocm quem eu transo a dois anos, e ainda estamos casados!

Carlos, você pensa que pode me enganar? Quem é Vitor? Quem é esse viado de merda?

É apenas um colega. Um amigo do trabalho, tira essa arma da minha cara!

Vou tirar e enfiar no seu cú seu viado de merda! Fala que me ama, transa comigo e ainda assim dá esse rabo peludo para outro?

Não, eu não fiz isso!

Não fez filho da puta? Não fez? Então diga o que você fez para o capeta seu viado!

...

O que é isso aqui? O celular desse viado! Vamos ver... Aqui está, mensagens do tal de Vitor dizendo...

"Essa é uma boa idéia! Vamos fazer uma festa surpresa para ele. Vai adorar comemorar o aniversário na Lady Men"

Eles estavam fazendo uma festa para mim...

...

“Se tem uma coisa que aprendi com a vida é que ela pode ser simplesmente mutável. Não nas tuas escolhas, mas para o teu melhor, de uma forma ou de outra.”

—   Sobre o tempo

“Porra cara, se você não acredita em si, quem vai acreditar numa merda tão grande como você?”

—   Sobre encarar a realidade

Sobre homens e decisões que mudam o mundo

Faz muito tempo que não sinto a porra da felicidade me rondando, mas ainda assim continuo vivendo. Tomei um trago com meu irmão, vi um pouco de pornografia, alguns cús tatuados e fiquei feliz.

Talvez a ausência de álcool, talvez a ausência do meu irmão no meu dia a dia, talvez a vinda do meu filho tenham roubado um pouco da minha sanidade. Tornei-me um cara normal.

Quero é que se foda, vou tocar a loucura nesse sistema de merda e viver como nunca fui capaz de viver. Quero ficar com todo mundo, transar loucamente e amar, amar como sempre sonhei.

Existe uma merda de de um sistema que me diz como devo me vestir, agir, transar e até mesmo onde devo cuspir minha porra, mas resolvi que não ligo para esse sistema e quero apenas a loucura dos dias.

Falo sobre o tédio que me fulmina e deixa meu tesão lá em baixo. Falo sobre as pessoas chatas que não amam e não sabem amar, sobre a porra dos candidatos políticos que querem foder comigo e nem flores me compram.

Que se foda, Ainda estou aqui!

“As vezes queria simplesmente poder agitar a galera e fazer uma verdadeira revolução, mas enquanto isso fico no meu sofá, como todo mundo falando merda no face e não fazendo nada pelo mundo.”

—   Sobre a realidade de um homem moderno